segunda-feira, 17 de agosto de 2015


PARTE 2
TDAH
PSICOEDUCAÇÃO


Prof. Danielle C. Gomes
Psicopedagoga 
Educadora







CONSEQUÊNCIAS DO TDAH

ASPECTO COGNITIVO

LEITURA
v  - Déficit de consciência fonológica
v  - Dificuldade de decodificação
v  - Baixa fluência
v  - Vocabulário pobre
v  - Dificuldade de interpretação
ESCRITA
v  - Erros ortográficos e de soletração
v  - Melhor desempenho oral do que escrito
v  - Dificuldade em gramática
v  - Dificuldade em organizar as idéias para escrever
v  - Pobre capacidade de expressão / autocorreção
MATEMÁTICA
v  - Dificuldade em compreender conceitos numéricos
v  - Dificuldade em rememorar regras básicas
v  - Erros por desatenção (sinais das operações +, -)


ASPECTO EMOCIONAL

v  - COMPORTAMENTO (Distúrbios de conduta, hostilidade e desobediência)
v  - TRISTEZA, ANGÚSTIA, ANSIEDADE E INSEGURANÇA


ASPECTO SOCIAL

v  - Algumas crianças não toleram as brincadeiras constantes e acabam por criar exclusão involuntária da criança com TDAH.
v  - As crianças com TDAH Incomodam em situações diversas e não conseguem compreender que estão erradas.


TRATAMENTO PARA O TDAH

Ø  - Psicoeducação (orientação aos pais/escola)
Ø  - Acompanhamento psicopedagógico (desenvolvimento da linguagem e raciocínio)
Ø  - Psicoterapia cognitivo comportamental (p/ comportamento hiperativo e trabalho c/ focalização)
Ø  - Neuropediatra/Psiquiatra – (Medicação adequada ao caso e acompanhamento da dosagem)

Sobre a medicação: METILFENIDATO

- Sais mistos de anfetamina + atomoxetina (psicoestimulantes)

- Importante: a Hiperatividade é sintoma, não diagnóstico.

- Melhora a autoestima, a sociabilidade, relação familiar, cognição e desempenho escolar.
(não significam remissão total da sintomatologia)


- Efeitos colaterais: Perda de apetite, alteração do sono, dor de cabeça, alteração do crescimento e alteração cardíaca (por isso deve ter acompanhamento médico)

(Parte integrante de Psicoeducação - Danielle C. Gomes - Psicopedagoga e Educadora)

terça-feira, 21 de julho de 2015


PARTE 1 - PSICOEDUCAÇÃO 

Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) 

Prof. Danielle C. Gomes
Psicopedagoga
Educadora

O QUE É ATENÇÃO?
Esforço de focalização do pensamento em um estímulo específico.


Transtorno de ordem neurobiológica e pode ser causada por:
v - fatores genéticos (7 genes estão relacionados aos sintomas de desatenção e hiperatividade)
v -   fatores ambientais e psicossociais.


ASPECTO CENTRAL DO TDAH :

DISFUNÇÃO EXECUTIVA (elementos envolvidos na inibição, na memória de trabalho e em estratégias organizacionais, necessárias para a preparação de uma resposta).


* DSM IV

TDAH – TIPO DESATENTO
Mais frequente no sexo feminino, a hiperatividade pode não ocorrer; eleva a taxa de prejuízo acadêmico.

TDAH – TIPO IMPULSIVO
Traz sintomas severos de impulsividade (comportamento de tiques ou TOC), que alteram e prejudicam a relação social, além da hiperatividade.

TDAH – TIPO COMBINADO
Traz sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade em níveis elevados/significativos.



INFORMAÇÕES RELEVANTES:


- Devem ser tratados o mais precocemente (enquanto há plasticidade cerebral) para evitar problemas secundários na vida adulta.

- 2/3 das crianças com TDAH irão apresentar TDAH na fase adulta e 85% dos adultos com TDAH apresentarão comorbidade psiquiátrica (Transtornos de conduta, Transtornos afetivos e Transtornos ansiosos).

- De 60 a 70% das crianças com TDAH apresentam uma comorbidade: (Transtorno de conduta, Transtorno de Ansiedade, Transtorno bipolar, Transtorno Opositor Desafiante, Tiques (Tourette), etc.)

(Arquivo de Psicoeducação - Espaço Caminhar - Prof. Danielle C. Gomes)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Supervisões em Consultório

SUPERVISÃO PSICOPEDAGÓGICA

Consideramos muito importante que estudantes e graduados nas áreas mencionadas possam obter supervisão em seus atendimentos, tanto para ter acesso a profissionais mais experientes, quanto para compartilhar conhecimento. 

Desta forma, oferecemos aos estudantes ou profissionais da área, supervisões, em formato COLETIVO ou INDIVIDUAL, aos Sábados, com valores especiais aos estudantes com bolsa de estudos. 


O ESPAÇO CAMINHAR acredita que a parceria, o companheirismo e a troca de informações e experiências é de suma importância ao desenvolvimento pessoal e profissional de cada um.

Maiores informações: 
* danielle@espacocaminhar.com.br



Prof. Danielle C. Gomes
Psicopedagoga
Educadora
Orientadora Psicopedagógica


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Livros Terapêuticos - Tema Morte


Como é difícil falarmos sobre a morte. A morte nos causa dor e preocupações, sendo para as crianças um tema ainda mais complicado, pois como compreender algo tão intenso e inexplicável?

Em consultório utilizo este delicado livro. Destinado a crianças de 4 a 12 anos, de maneira simples falamos sobre nascimento, crescimento e morte. 




Minha filha Marina o descreve da seguinte maneira:
 “Nina era uma menina que gostava muito da sua avó e queria ficar sempre ao seu lado. Mas um dia ela não estava no café da manhã, não estava lá para fazer sua vitamina.
Ao abrir a porta do quarto, Nina viu que sua avó dormia para sempre e não iria mais acordar. Nina percebeu que sua avó tinha morrido e Nina chorou.
Nina ouviu uma voz que disse “não chore, ou melhor, chore e solte tudo”. Descrição do livro feita por Marina, 9 anos.

Descrição da Editora:
Este livro é, sem dúvida, o mais comovente de todos os que Ziraldo já escreveu para crianças. Com uma enternecedora força poética, o autor sonda os mistérios da vida e da morte e, numa linguagem cuidada e simples, consegue falar da dor de um modo delicado e cheio de esperança. É, claro, uma conversa difícil para se ter com crianças, mas aqui está o segredo de quem sabe falar para elas com precisão e sensibilidade.
  • Autor: Ziraldo Alves Pinto
  • Formato: 20,5 x 27,5 cm
  • Número de páginas: 40
  • ISBN: 978-85-06-00518-7







quarta-feira, 1 de julho de 2015

Terapia Cognitivo Comportamental - TCC

Hoje, falaremos sobre ao Fundamentos da Terapia Cognitivo Comportamental.
Para exemplificar e simplificar criamos um modelinho explicativo representado pelo personagem Pato Donald que com certeza se beneficiaria do trabalho da TCC.
Quais são as emoções mais presentes no dia a dia desse personagem?
Como ele reage as situações corriqueiras?
Como ele pensa e se sente?


Donald, em situações sem conflito ou dificuldade é alegre, esperançoso e amável, mas quando os conflitos aparecem Donald torna-se raivoso, ansioso, irritado e tenso. Essas emoções "que não ajudam" tornam seus comportamentos agressivos e hostis. Tais comportamentos podem gerar um prejuízo à vida de Donald, dificultando sua interação social.

Como a TCC pode ajudá-lo?
A TCC, em sessões semanais, ajudará Donald a identificar a sua maneira prejudicial de pensar, evitando assim,  que Donald caia na "Armadilha Negativa" criada por seus pensamentos, juntamente com suas emoções e seus comportamentos.
A abordagem possibilitará a adoção de uma postura mais positiva.
A TCC não é uma terapia apenas de consultório. Donald a colocará em prática no seu dia a dia, pois terá compromissos da semana, fará registros das suas sessões e também terá na sessão um momento de escuta e outro de fala.

A abordagem visa a reconstrução cognitiva, ou seja, que seus comportamentos, pensamentos e emoções disfuncionais sejam reconstruídos tornando-os funcionais.
Donald teria a possibilidade de desenvolver novas habilidades e ser um Pato mais feliz!

Quer saber mais sobre a TCC, mande-nos uma mensagem!
Será um prazer lhe ajudar!
Referência bibliográfica: Stallard, Paul. Guia do terapeuta para os bons pensamentos - bons sentimentos. Ed. Artmed

Gisele Soler Lloret
Psicóloga da Infância e da Adolescência

https://www.facebook.com/espacocaminharalphaville

www.espacocaminhar.com.br

quinta-feira, 25 de junho de 2015


Déficit de Processamento Auditivo Central. Já ouviu falar?


 
Estudos revelam que no Brasil muitas crianças são diagnosticadas erroneamente como TDA-H (Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade) quando na verdade possuem um déficit no processamento auditivo central.


 
O DPAC (Déficit de Processamento Auditivo Central) também chamado de Disfunção Auditiva Central ou Transtorno do Processamento Auditivo, é um Distúrbio que dificulta a análise e ou interpretação dos sons. Seu impacto é muito negativo para a aquisição da linguagem, desenvolvimento de habilidades sociais e desempenho escolar. 

Causas
As causas mais comuns do DPAC são:
- Origem genética; 
- Lesões cerebrais por anóxia ou traumatismo craniano;
- Presença de outros distúrbios neurológicos;
- Atraso maturacional das vias auditivas do Sistema Nervoso Central;
- Envelhecimento natural do cérebro.

Principais Sintomas: 
- Presença de zumbidos ou alucinações auditivas;
- Dificuldade para ouvir em ambientes ruidosos;
- Dificuldade em acompanhar informações auditivas complexas e em localizar fontes sonoras;
- Falta de interesse por música;
- Extrema desatenção auditiva. 

Particularmente em crianças o DPAC se manifesta através de dificuldades de concentração, memorização, aprendizagem, leitura, escrita e também pela troca de fonemas.

Como e quando diagnosticar?
A idade mínima para tal diagnóstico é a partir dos quatro anos, e estes exames são realizados pelo próprio profissional fonoaudiólogo, com ou sem o uso de cabine acústica (o que depende da especificidade de cada caso), porém, ainda não são muito comuns e não costumam fazer parte da rotina dos hospitais públicos brasileiros. Apenas alguns convênios particulares cobrem tais procedimentos.
O desenvolvimento completo do processamento auditivo central ocorrerá aos oito anos de idade, sendo assim, diagnósticos realizados antes deste período podem ser questionáveis.



Como ajudar?
Dicas para pais e professores para ajudar no desenvolvimento das crianças com DPAC (orientações retiradas do site http://www.adap.org.br):
– Reconhecer que o indivíduo não tem controle de suas dificuldades;
– Compreender que a criança não tem dificuldades com os seus recursos intelectuais. Ajude-a a descobrir seus talentos;
– Falar com um ritmo contendo pausas nítidas, com articulação clara, com ênfase na entonação e dando pista oro facial;
- Não negar a repetição do que foi dito quando a criança não compreendeu anteriormente;
– Guardar uma posição preferencial do indivíduo com DPAC em sala de aula, isto é, de modo a permitir a completa visualização do rosto do professor;
– Se possível, entregar a aula impressa para o aluno antes de ministrar;
– O professor de educação física e o de música podem ajudar com treinamento auditivo durante as atividade;
– Reconhecer que pode ocorrer cansaço mental antes do esperado. O descanso mental significa uma atividade motora, como subir e descer escadas;
– Cuidar do ruído do ambiente físico para garantir a inteligibilidade da fala;
– Realizar solicitações em frases curtas, dando uma ideia por vez. Ex.: Abra o estojo. Procure o lápis preto. Pegue o lápis preto;
– Assegurar-se de que a criança compreendeu as solicitações, pedindo-a para repetir o que foi dito. Falar alto quando precisar chama-la;

Quer saber mais sobre DPAC? Entre em contato conosco.
Será um prazer lhe ajudar!

Devo levar o meu filho para o Reforço Escolar ou para um Acompanhamento Psicopedagógico?


Esta dúvida é constante ao falarmos sobre atendimentos na infância e adolescência.

Falando de Ciência
A Psicopedagogia é o campo do saber que se constrói a partir de dois saberes e práticas: a pedagogia e a psicologia. O campo dessa mediação recebe também influências da psicanálise, da linguística, da semiótica, da neuropsicologia, da psicofisiologia, da filosofia humanista-existencial e da medicina.

Ela nasceu de uma necessidade: contribuir na busca de soluções para a difícil questão do problema de aprendizagem. 
Enquanto prática clínica, tem se transformado em campo de estudos para investigadores interessados no processo de construção do conhecimento e nas dificuldades que se apresentam nessa construção.
Como prática preventiva, busca construir uma relação saudável com o conhecimento, de modo a facilitar a sua construção. O termo psicopedagogia distingue-se em três conotações: como uma prática, como um campo de investigação do ato de aprender e como um saber científico.



Quem é o Psicopedagogo?
O Psicopedagogo é um profissional pós graduado em Psicopedagogia. Ele pode ser graduado em diversas áreas, não necessariamente da saúde ou educacionais, mas sua especialização o torna capacitado a trabalhar em consultórios particulares, empresas e escolas.
Dentre as suas atividades estão a Avaliação Psicodiagnóstica, Intervenção Psicopedagógica e Acompanhamento Psicopedagógico.
Ele não é habilitado a aplicar testes Psicológicos, mas possui outros recursos para a avaliação de crianças e adolescentes.
Seu trabalho geralmente é em conjunto com um psicólogo, pois as profissões se completam. Crianças acompanhadas por psicopedagogos e psicólogos estão mais propensos a melhoras no quadro clínico.
Os Psicopedagogos também são habilitados a trabalharem com orientações escolares.


Devo chamar um Psicopedagogo ou um Professor de Reforço?
Professores de Reforço não necessariamente são pós graduados em Psicopedagogia.
O reforço escolar se refere a criação de hábitos escolares para melhor aproveitamento educacional. A criança ou adolescente reforçará conteúdos de sala de aula e fará atividades extras. O reforço escolar está extremamente focado na memorização e treino.
O Acompanhamento Psicopedagógico possibilita que o aluno seja estimulado e que seu desenvolvimento cognitivo seja realizado de acordo com suas competências e habilidades. A criança aprenderá com recursos alternativos, facilitando as novas aquisições.

Quer saber mais sobre Psicopedagogia ou Reforço Escolar? Mande-nos a sua pergunta.
Será um prazer ajudar!